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Dr. Evandro | Cirurgia do Aparelho Digestivo e Cirurgia Geral em Curitiba-PR

Os cistos pancreáticos têm sido cada vez mais diagnosticados, muitas vezes de forma incidental durante exames de imagem solicitados por outros motivos. Embora a maioria desses cistos seja benigna, alguns podem evoluir para câncer, exigindo atenção médica especializada.

Como o Dr. Evandro pode te ajudar com cisto no pâncreas?

O Dr. Evandro é um profissional com olhar humanizado, que escuta atentamente o que o paciente tem para dizer.

Além de ser especialista em cirurgia do aparelho digestivo, o Dr. Evandro se aperfeiçoou em diversos segmentos dessa especialidade, inclusive, nas doenças do pâncreas. Por isso, é o médico ideal para avaliar e tratar cisto no pâncreas.

Na consulta o Dr. Evandro realiza um atendimento personalizado para cada paciente. Ou seja, a consulta é direcionada para o problema que está afligindo o paciente, sem “receitas de bolo” ou condutas “padronizadas”.

1. O que é um cisto?

Cisto de pâncreas

Um cisto é uma lesão em forma de bolsa que geralmente contém líquido ou secreções no seu interior. Em alguns casos também pode haver conteúdo mais espesso.

Quando falamos de cisto no pâncreas, estamos nos referindo a essas estruturas que se formam dentro do pâncreas ou na superfície do pâncreas.

Esses cistos podem ser verdadeiros ou falsos. Um cisto pancreático verdadeiro possui um revestimento celular. Já o cisto falso, também chamado de pseudocisto, é revestido apenas por um tecido fibroso.

Os cistos pancreáticos podem surgir por diversos motivos. Alguns são causados por inflamações no pâncreas, como a pancreatite, enquanto outros são chamados de cistos neoplásicos, pois têm origem em alterações celulares que podem, eventualmente, se transformar em tumores.

A boa notícia é que muitos cistos são benignos, ou seja, não têm risco de se tornar câncer. No entanto, há cistos com potencial maligno, o que significa que, mesmo começando como lesões benignas, podem se transformar em tumores malignos com o tempo.

Por isso, o acompanhamento médico especializado é fundamental para entender o tipo de cisto e definir a melhor conduta: observar, investigar mais profundamente ou indicar cirurgia.

2. Quais são os sintomas de cisto no pâncreas?

A maioria dos cistos pancreáticos é assintomática. Ou seja, a pessoa tem o cisto e não sente coisa alguma. Principalmente quando são cistos pequenos.

Quando ocorrem sintomas, podem ser os seguintes:

Dor abdominal: Geralmente na parte superior do abdome. Pode vir acompanhada de desconforto ou sensação de inchaço abdominal.

Náuseas ou vômitos: São raros, mas podem ocorrer em cistos maiores que acabam comprimindo outras estruturas do trato gastrointestinal.

Perda de peso não intencional: Ou seja, a pessoa emagrece sem estar realizando dieta ou alguma adequação alimentar e sem estar utilizando nenhuma medicação para emagrecer. É importante esclarecer que essa redução do peso não é saudável.

Icterícia: É a coloração amarelada dos olhos (em alguns casos, da pele também). Ocorre nos casos em que o cisto obstrui as vias biliares.

É importante lembrar que esses sintomas não são específicos dos cistos pancreáticos e podem ocorrer em diversas outras doenças. Por isso, a avaliação médica é indispensável.

E o mais importante: essa avaliação deve ser realizada por um médico especialista, como o Dr. Evandro. Veja o que os pacientes mencionam sobre o Dr. Evandro.

3. Como é feito o diagnóstico de cisto no pâncreas?

O diagnóstico geralmente é feito por meio de exames de imagem, que visualizam o pâncreas de forma detalhada.

Tomografia

Os principais exames são os seguintes.

Tomografia computadorizada: Permite visualizar a localização, o tamanho e as características do cisto.

Ressonância magnética: É um dos exames mais precisos para avaliação dos cistos do pâncreas. Permite ver e analisar detalhes como o interior do cisto se há comunicação do cisto com os ductos pancreáticos. Em alguns casos pode ser necessário realizar uma ressonância específica para avaliar os ductos, chamda colangiopancreatografia por ressonância magnética (ou colangiorresosonância).

Ultrassonografia endoscópica: Também chamada de ecoendoscopia, é um exame que combina a endoscopia com o ultrassom  para obter imagens precisas. Por meio desse exame também é possível realizar punção do cisto para análise do líquido interno.

Além dos exames de imagem, podem ser solicitados exames laboratoriais e, em alguns casos, a análise do conteúdo do cisto.

Esses exames permitem detectar marcadores que indicam maior risco de malignidade, como o CEA (antígeno carcinoembrionário).

Cada exame possui a sua finalidade e um método diagnóstico não exclui os demais.

Por isso o acompanhamento por um especialista é essencial para definir a conduta mais segura para cada paciente.

4. Quais são os tipos de cistos no pâncreas?

Os cistos pancreáticos são classificados em diferentes tipos, sendo os mais comuns:

Cisto simples: Cisto considerado inespecífico e sem risco de malignização.

Cistoadenoma seroso: Geralmente benigno, de crescimento lento e baixo risco de transformação maligna.

Cistoadenoma mucinoso: Tem potencial de se transformar em câncer, por isso exige mais atenção.

Neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN): Cisto que se forma nos ductos do pâncreas e pode evoluir para câncer, dependendo de suas características.

Pseudocisto: Cisto falso que geralmente se forma a partir de líquido e inflamação decorrentes da pancreatite ou de outras doenças inflamatórias do pâncreas.

Cada tipo tem um comportamento diferente, o que torna o diagnóstico correto essencial para o planejamento do tratamento.

5. O que eu preciso saber sobre cistos de pâncreas?

Como cada cisto de pâncreas possui as suas características específicas, vamos detalhar os principais tipos e explicar, de forma clara, o que você precisa saber sobre cada um.

5.1. Cisto Simples

Cisto de pâncreas

Causas: Não possuem um fator causal definido. Existe associação com algumas doenças como Von Hippel-Lindau.

Fatores de risco: Não existem fatores de risco associados ao desenvolvimento destes cistos.

Risco de virar câncer: Não possuem risco de virar câncer.

Acompanhamento: A grande maioria permanece inalterado ao longo do tempo.

Quando precisa de cirurgia: Na quase totalidade das vezes não é necessário nenhum tratamento.

5.2. Cistoadenoma Seroso

Cistoadenoma seroso

Causas: Não possuem um fator causal definido. 

Fatores de risco: Não há fatores de risco bem definidos. É mais comum em mulheres, especialmente após os 60 anos.

Possíveis complicações: Embora geralmente benigno, o cistoadenoma seroso pode crescer com o tempo e causar compressão de estruturas vizinhas, levando a dor abdominal ou desconforto. Raramente, pode sangrar internamente.

Risco de virar câncer: A literatura médica considera que não existe risco de transformação maligna.

Acompanhamento: Pode ser feito com exames periódicos de imagem (como ressonância ou tomografia), para monitorar o crescimento da lesão.

Quando precisa de cirurgia: Na quase totalidade das vezes não será necessário operar. A cirurgia pode ser indicada quando o cisto causa sintomas importantes, como dor persistente, ou se houver dúvida quanto ao diagnóstico.

5.3. Cistoadenoma Mucinoso

Causas: Não possuem um fator causal definido. 

Fatores de risco: Mais frequente em mulheres de meia-idade (a partir dos 40 anos de idade). Geralmente localizado na cauda do pâncreas.

Possíveis complicações: Pode crescer ao longo dos anos e, em alguns casos, comprimir órgãos adjacentes. O maior risco é o de transformação em câncer.

Risco de virar câncer: Alto, especialmente em cistos maiores ou com alterações suspeitas nos exames de imagem. Por esse motivo, é considerado um cisto com potencial pré-maligno.

Acompanhamento: Não é recomendável apenas acompanhar o cistoadenoma mucinoso, sendo indicada a realização de cirurgia.

Quando precisa de cirurgia: A cirurgia costuma ser indicada mesmo em casos assintomáticos, devido ao alto risco de malignização. O procedimento retira o segmento do pâncreas onde está o cisto.

5.4. IPMN (Neoplasia Mucinosa Papilar Intraductal)

IPMN

Causas: Não possuem um fator causal definido.

Fatores de risco: Mais comum em pessoas acima dos 50 anos, em tabagistas e em pacientes com diabetes. A literatura médica também aponta que os diagnósticos são mais comuns em pessoas com histórico familiar positivo para câncer de pâncreas. Pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres.

Possíveis complicações: Além do risco de transformação em câncer, os IPMNs podem causar pancreatite.

Risco de virar câncer: Depende do tipo de IPMN. Existem três formas principais, que são o IPMN de ducto principal, o IPMN de ducto secundário e o IPMN misto. O IPMN de ducto principal possui taxa de malignização que atinge cerca de 70%. O IPMN misto apresenta chances de malignização similares. Já para o IPMN de ducto secundário isso varia conforme a presença de critérios específicos.

Como fazer o acompanhamento: Apenas os IPMN de ducto secundário possuem indicação de acompanhamento, já que os de ducto principal e os mistos devem ser removidos cirurgicamente. O acompanhamento pode ser semestral, anual ou a cada 18 meses a depender do tamanho do cisto e de eventual crescimento.

Quando precisa de cirurgia: Para todos os IPMN de ducto principal e os IPMN mistos. Para os IPMN de ducto secundário, quando apresentarem tamanho > 3 cm ou quando há sinais de malignidade baseados em critérios técnicos específicos estabelecidos pela literatura. Alguns desses critérios são o crescimento rápido, presença de nódulos murais, dilatação do ducto pancreático principal, citologia suspeita ou positiva para neoplasia maligna, desenvolvimento de critérios de alarme, dentre outros. Nestes casos, a cirurgia é indicada para prevenir a progressão para câncer.

5.5. Pseudocisto

Pseudocisto

Causas: Geralmente decorrem de pancreatite ou de inflamação do pâncreas. Também podem acontecer após trauma pancreático e situações que levem ao rompimento do ducto do pâncreas.

Fatores de risco: Pancreatite e trauma.

Possíveis complicações: Infecções e rupturas podem acontecer. Além disso, pseudocistos muito grandes podem comprimir o estômago ou o duodeno e ocasionar dor abdominal e obstrução desses órgãos. O pseudocisto também apresenta risco para fistulização para outros órgãos como o duodeno e até mesmo o tórax.

Acompanhamento: Apenas em casos de presença de sintomas ou complicações, ou nos casos de cistos grandes.

Quando precisa de cirurgia: Quando há necessidade de intervenção, a primeira opção é a drenagem minimamente invasiva do pseudocisto. Isso pode ser realizado por endoscopia ou por punção percutânea, a depender da localização do pseudocisto e de suas características. A cirurgia está reservada para casos de impossibilidade de acesso ou falha dos métodos anteriores.

Médico para cisto no pâncreas

É importante realizar o diagnóstico correto, uma avaliação aprofundada e o acompanhamento do jeito correto.

O melhor médico para avaliar um nódulo no fígado é o hepatologista ou o cirurgião do aparelho digestivo. Dessa forma, o paciente será devidamente acompanhado e encaminhado para os exames e procedimentos necessários.

O Dr. Evandro é cirurgião do aparelho digestivo e possui a experiência necessária para cuidar de você!

Para saber mais, consulte com o Dr Evandro!