Gastrite é a inflamação na parede interna do estômago associada ao desenvolvimento de lesões. Pode ser aguda ou crônica e é um problema muito comum na vida adulta.
Sumário
Como o Dr. Evandro pode te ajudar no tratamento da gastrite?

O Dr. Evandro é especialista em doenças digestivas com mais de 10 anos de experiência. É um profissional com olhar humanizado, que escuta atentamente o que o paciente tem para dizer. Além de ser especialista em cirurgia do aparelho digestivo, o Dr. Evandro se aperfeiçoou em diversos segmentos dessa especialidade. Inclusive, na gastrite.
Veja o que os pacientes dizem do Dr. Evandro.
Na consulta o Dr. Evandro realiza um atendimento personalizado para cada paciente. Ou seja, a consulta é direcionada para o problema que está afligindo o paciente, sem “receitas de bolo” ou condutas “padronizadas”.
1. O que é a gastrite?
É a inflamação na parede interna do estômago (mucosa gástrica) associada ao desenvolvimento de lesão nesse revestimento interno. Ou seja, representa uma resposta do estômago a uma agressão.
Importante: A gastrite pode afetar diferentes regiões do estômago e apresentar diferentes graus de lesão na mucosa.
A gastrite é um problema muito comum em toda a vida adulta. Estima-se que metade da população mundial vai apresentar um quadro de gastrite em algum momento de sua vida.
Pode ser aguda ou crônica. Aguda é aquela que surge rapidamente, enquanto a crônica evolui gradativamente e avança progredindo para graus de maior gravidade com o tempo.
2. Quais são os sintomas da gastrite?

Os sintomas são bastante variados. Os mais comuns são os seguintes.
Dor no estômago: Geralmente em forma de queimação ou de pontada. Essa dor pode piorar com alimentos ácidos, remédios e bebidas alcoólicas. Ela também pode aliviar com alguns alimentos.
Náuseas: O enjôo é um sintoma comum na gastrite. Pode vir acompanhado de vômitos, mas não é obrigatório.
Sensação de estômago cheio: Ela pode vir acompanhada de sensação de peso ou estufamento ao se alimentar.
Perda de apetite: Muitas vezes está presente nas gastrites mais intensas ou naquelas com maior tempo de duração.
Inchaço abdominal: A gastrite também pode deixar o abdome mais distendido, causando uma sensação de inchaço.
A gastrite também pode apresentar sintomas que são mais comuns no refluxo gastroesofágico. Isso acontece porque a gastrite e a doença do refluxo muitas vezes surgem juntas.
3. Quais são os exames para descobrir se tenho gastrite?
Você pode estar se perguntando: como saber se tenho gastrite?
Para fazer o diagnóstico, o seu médico irá te examinar, ver os seus exames e revisar a sua história médica. A partir da sua consulta, será possível elaborar um plano de investigação diagnóstica. Por isso é tão importante consultar com um médico especialista em doenças digestivas.

Nem sempre será necessário realizar algum exame. Para outros casos o seu médico poderá solicitar exames complementares, como por exemplo os exames a seguir.
Endoscopia: A endoscopia é um exame que permite avaliar visualmente o esôfago e o estômago. Para realizar o exame é introduzida uma câmera flexível. Com a endoscopia é possível verificar o achados da gastrite como inflamação, nodularidade, erosões e úlceras no estômago.
Teste da urease: É um exame laboratorial que tem como principal objetivo detectar a presença da bactéria Helicobacter pylori (H. pylori) no estômago. Essa bactéria está associada a várias doenças e complicações como gastrite, úlceras gástricas e câncer gástrico. O teste pode ser realizado durante a própria endoscopia. Basta o endoscopista retirar um fragmento da mucosa do estômago e colocar em contato com um composto químico que reage se a bactéria estiver presente.
Biópsia do estômago: É bastante comum realizar biópsias de estômago nos pacientes com gastrite. A biópsia é realizada a partir de um fragmento da mucosa do estômago que é coletado durante a realização da endoscopia. Após ser coletado, esse fragmento é enviado para uma avaliação microscópica por um patologista. A biópsia traz dados muito importantes como a presença ou não de metaplasia, displasia e atividade inflamatória. Permite avaliar o estágio evolutivo da gastrite e sua gravidade, além de também possibilitar o diagnóstico de H. pylori.
4. O que causa gastrite?
A gastrite pode ser consequência de muitos fatores.

Infecções: Podem ser tanto por bactérias, vírus ou fungos. Uma das mais comuns é a infecção pela bactéria H. pylori. Algumas parasitoses também podem causar gastrite.
Anti-inflamatórios e analgésicos: São medicamentos de uso comum pela população pois ajudam a tratar diversas condições de saúde como dores em geral, resfriados, mal-estar, dentre tantas outras. Esses medicamentos diminuem a produção de uma substância que protege a parede interna do estômago do ácido.
Outros medicamentos: Medicamentos como aspirina (ácido acetil salicílico), alguns antiarrítmicos e anticoagulantes de uma forma geral podem causar gastrite.
Bebidas alcoólicas: O álcool irrita o revestimento interno do estômago e possibilita o desenvolvimento de lesões causadas pelo contato direto do ácido com a parede interna do estômago.
Idade avançada: Idosos possuem risco aumentado para o desenvolvimento de gastrite.
Doença autoimune: O próprio corpo ataca as células que revestem a parede interna do estômago por uma desordem do sistema imunológico.
5. Gastrite tem cura?
Tem sim! Para isso é preciso saber qual a causa ou causas dessa gastrite. O tratamento deve ser planejado pelo seu médico visando atender o seu caso. Ou seja, o seu tratamento deve ser individualizado.
Isso inclui identificar o tipo de gastrite presente e as causas dela.
O seu médico é capaz de investigar a gastrite, identificar as causas e tratá-la.
6. Quais são os tipos de gastrite?
Existem diversas classificações, cada uma com finalidades diferentes. As mais direcionadas para as causas da gastrite classificam essa doença conforme segue abaixo.
Gastrite autoimune: Causada por desordens no sistema imunológico.
Gastrite infecciosa: Bacteriana (H. pylori, mycobacteria, enterocócica, etc.); viral (citomegalovírus, etc.); parasitária (strongyloides, cryptosporidium, etc.); fúngica.
Gastrite por causas externas: Bebidas alcoólicas, radiação, reação à substâncias químicas.
Gastrite especial: Alérgica, por refluxo biliar, linfocítica, eosinofílica, doença de Ménétrier.
Gastrite por outras doenças: Doença de Crohn, Sarcoidose, Vasculites, etc.
6.1. E a gastrite por H. pylori?
O H. pylori pode estar tanto relacionado com a causa da gastrite, como com a consequência.
De toda forma, sempre que o H. pylori estiver presente será necessário realizar o seu tratamento com antibióticos.
Existem linhas específicas de tratamento para o H. pylori e cada uma delas serve para um contexto diferente. Por isso é muito importante consultar com um médico especialista, como o Dr. Evandro.
6.2. Mas e a gastrite nervosa?
O que popularmente conhecemos como gastrite nervosa pode significar dois contextos diferentes.
1. Quando apresentar os sintomas da gastrite sem que haja a inflamação da parede interna do estômago. Nesse caso, os sintomas aparecem nos momentos de maior ansiedade ou estresse. Esses casos fazem parte das chamadas doenças funcionais do estômago e possuem abordagens diagnósticas e de tratamento bem específicas.
2. Quando a pessoa tem uma gastrite diagnosticada e os sintomas exacerbam nos momentos de estresse. Isso acontece porque situações de ansiedade e estresse impactam diretamente o trato gastrointestinal desencadeando ou intensificando os sintomas de doenças digestivas.
7. Como tratar a gastrite?
O tratamento envolve cuidados com a alimentação e estilo de vida, medicamentos e o tratamento do H. pylori (quando a bactéria estiver presente).
Além disso, a cura da gastrite está diretamente relacionada com a causa.
7.1. Quais são os cuidados com minha alimentação e com o dia a dia?
Alimentos: É importante evitar ou pelo menos diminuir o consumo de alimentos gordurosos ou fritos, alimentos e bebidas à base de cafeína, alimentos ácidos e picantes (pimenta, laranja, mostarda, limão, etc.), refrigerantes e bebidas alcoólicas.
Ingerir água: A água é indispensável para o organismo humano. Beber água também ajuda no processo de digestão. Além disso, beber água antes das refeições pode ajudar a reduzir a quantidade de alimentos que comemos, o que pode ser útil para quem quer perder peso. Mas atenção: Evite beber água enquanto está se alimentando. É melhor separar bem o ato de comer e o ato de beber água.
Não exagerar ao se alimentar: Evitar refeições muito volumosas e dar preferência para mais refeições com menor quantidade de comida por vez também contribuem muito para melhorar os sintomas da gastrite.
Manter o peso saudável: Manter o peso dentro de uma faixa saudável melhora os sintomas da gastrite. Reduzir o excesso de peso é uma medida muito importante para quem está acima do peso esperado. Essa parte do tratamento deve ser conduzida por uma equipe multiprofissional envolvendo Médicos especialistas, Nutricionistas e profissionais da área de educação física.
Não fumar: Cessar o tabagismo também é uma ação muito efetiva para controlar a gastrite. Sem mencionar que parar de fumar é algo extremamente importante para a saúde de uma forma geral.
7.2. Medicamentos
Na maioria das vezes o tratamento da gastrite envolve a associação de mudanças de hábitos de vida com a utilização de medicações.
Os objetivos dos medicamentos são: controlar os sintomas, reverter a gastrite e possibilitar a cicatrização de eventuais lesões na mucosa do estômago.
Inibidores de bomba de próton: São os medicamentos do famoso grupo “prazol” (omeprazol, pantoprazol, esomeprazol, etc.). Essa classe de medicamentos atua bloqueando a ação de uma enzima chamada bomba de prótons, que é responsável pela produção de ácido no estômago. Todos são efetivos no tratamento da gastrite. No entanto, cada medicamento possui uma “potência” diferente. Por isso, existem degraus no tratamento da gastrite.
Bloqueadores H2: São medicamentos que bloqueiam um tipo de receptor da histamina. A histamina é um neurotransmissor que estimula a produção de ácido no estômago. Os bloqueadores H2 competem com a histamina pelos receptores H2, reduzindo a quantidade de ácido liberada.
Antiácidos: São medicamentos que agem neutralizando o ácido produzido pelo estômago. Com isso, aliviam a sensação de queimação e dor. Eles podem conter várias substâncias como hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio, leite de magnésio, etc.
Procinéticos: São medicamentos que estimulam o movimento do trato gastrointestinal. Com isso, auxiliam no esvaziamento gástrico e reduzem o tempo que a comida leva para passar pelo estômago. Podem ser úteis para melhorar sintomas como estufamento, desconforto, inchaço abdominal, náuseas e até vômitos.
Complexos de enzimas e “digestivos”: São medicações e suplementos compostos por substâncias químicas que ajudam no processo de digestão e aliviam alguns sintomas da gastrite.
É muito importante ter em mente que os medicamentos podem ser tanto utilizados de forma isolada como em associação. Por isso é importante consultar um especialista em doenças digestivas, como o Dr. Evandro.
Com o Dr. Evandro, o tratamento da gastrite é realizado de forma individualizada, com foco no bem-estar e na saúde digestiva do paciente.







