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Dr. Evandro | Cirurgia do Aparelho Digestivo e Cirurgia Geral em Curitiba-PR

Um nódulo é uma lesão com crescimento anormal e geralmente essa lesão é sólida. No caso do fígado, os nódulos surgem a partir de um novo tecido e podem ser benignos ou malignos.

Como o Dr. Evandro pode te ajudar com nódulo no fígado?

Dr Evandro Mariot

O Dr. Evandro é um profissional com olhar humanizado, que escuta atentamente o que o paciente tem para dizer. Além de ser especialista em cirurgia do aparelho digestivo, o Dr. Evandro se aperfeiçoou em diversos segmentos dessa especialidade, inclusive, nas doenças cirúrgicas do fígado.

Na consulta o Dr. Evandro realiza um atendimento personalizado para cada paciente. Ou seja, a consulta é direcionada para o problema que está afligindo o paciente, sem “receitas de bolo” ou condutas “padronizadas”.

1. O que é um nódulo?

Nódulo no fígado
Nódulo hepático

Um nódulo é uma lesão com crescimento anormal e geralmente essa lesão é sólida.

Para que essa lesão possa surgir e se desenvolver, é preciso ocorrer o crescimento de células ou tecidos de forma anormal.

No caso do fígado, os nódulos surgem a partir de um novo tecido. Por isso podem ser considerados uma neoplasia. Em alguns casos o nódulo no fígado pode ser chamado também de tumor.

Os nódulos no fígado podem ser benignos (não cancerosos) ou malignos (cancerosos).

A grande maioria dos nódulos no fígado são benignos e não representam nenhum risco para a saúde.

2. Como é feito o diagnóstico de nódulo no fígado?

Normalmente o nódulo no fígado é descoberto por um exame de imagem, como um ultrassom ou uma tomografia computadorizada. E geralmente o exame foi realizado para investigação de alguma outra condição.

Ou seja, o nódulo no fígado geralmente é descoberto por acaso. Justamente por isso, a pessoa pode conviver com o nódulo no fígado sem saber que ele está lá porque este tipo de nódulo raramente causa algum sintoma.

No entanto, a partir do momento que se descobre a existência de um nódulo no fígado, é importante realizar uma avaliação completa e aprofundada. O objetivo é identificar qual o tipo do nódulo para então definir a conduta em relação a ele.

3. Qual é o exame para nódulo no fígado?

A maioria das lesões hepáticas pode ser bem avaliada por ressonância magnética ou por tomografia computadorizada. Esses exames são importantes para determinar as características do nódulo.

Exames laboratoriais sozinhos não são necessariamente úteis para diagnóstico de nódulo no fígado. Mas podem ser necessários para ajudar a complementar a avaliação do nódulo e também para realizar o seu acompanhamento.

Em casos muito específicos pode ser necessário realizar uma biópsia do nódulo.

A indicação dos exames e procedimentos para diagnóstico e avaliação depende do tipo de nódulo.

4. Quais são os tipos de nódulos no fígado?

Os nódulos hepáticos podem ser divididos em benignos (não cancerosos) ou malignos (cancerosos).

4.1. Nódulos benignos

1. Adenoma.

2. Hemangioma.

3. Hiperplasia Nodular Focal.

4.2. Nódulos Malignos

1. Hepatocarcinoma.

2. Metástases hepáticas.

3. Outros (raros): sarcoma, cistoadenocarcinoma, colangiocarcinoma intra-hepático, etc.

Observação: Alguns médicos consideram os cistos no fígado como um tipo de nódulo. No entanto, essa não é a classificação mais adequada porque cistos correspondem a um outro tipo de lesão.

5. Qual é o tratamento de nódulo no fígado?

O tratamento é direcionado pelo tipo de nódulo. Por isso, o diagnóstico correto do nódulo e sua adequada identificação é extremamente importante. A maioria dos nódulos benignos não precisa de um tratamento específico, sendo necessário apenas o acompanhamento.

Já os nódulos malignos precisam de intervenções médicas para seu tratamento. Nesses casos, o tratamento é o tratamento de um câncer de fígado.

6. O que eu preciso saber sobre nódulos do fígado?

Como os nódulos malignos são cânceres, precisam ser avaliados e tratados de forma muito diferente dos nódulos benignos. Por isso, vamos focar nos nódulos benignos.

6.1. Adenoma

É um nódulo que se forma a partir de células do fígado. Acomete geralmente mulheres jovens, entre 20 e 45 anos de idade.

Principais sintomas: Na grande maioria das vezes o adenoma hepático não apresenta sintomas. Adenomas muito grandes podem ocasionar dor no hipocôndrio direito. Esse sintoma também pode estar presente em caso de complicações do adenoma hepático.

Complicações possíveis: A complicação mais temida é a ruptura com sangramento. Essa situação constitui uma emergência médica e deve ser tratada o mais breve possível. Adenomas maiores do que 5 cm apresentam risco maior para ruptura e sangramento.

Fatores de risco: O principal fator de risco para desenvolvimento de adenoma hepático é o uso prolongado de anticoncepcionais e de esteroides androgênicos (anabolizantes). Mais raramente, a diabetes e a esteatose hepática também podem propiciar o desenvolvimento de adenoma. Segundo a literatura a gravidez pode ser um fator de risco para crescimento e para sangramento de adenomas hepáticos.

Risco de virar câncer: O risco exato de malignização não é totalmente conhecido. Sabe-se que em homens esse risco é real e maior do que nas mulheres. A literatura médica também aponta que o risco de malignização dos adenomas hepáticos aumenta bastante para os nódulos maiores do que 5 cm, tanto para homens como para mulheres.

Tratamento: No caso de mulheres, a suspensão do uso de hormônios é imprescindível. Ou seja, é necessário parar o uso de anticoncepcional. E se o nódulo for menor do que 5 cm é possível realizar o seu acompanhamento a cada 6 meses para vigilância constante do tamanho do tumor.

No caso de homens, está indicada a realização de cirurgia para ressecção do adenoma. O procedimento cirúrgico também está indicado para nódulos ≥ 5 cm ou história de sangramento.

Adenoma hepático e gestação: Apesar de não ser possível prever o comportamento do adenoma durante a gestação, sabe-se que a gravidez pode levar ao crescimento e ao sangramento de adenomas hepáticos. Por isso, a literatura geralmente aconselha mulheres com adenoma a não engravidarem. Alguns profissionais recomendam a ressecção cirúrgica antes de engravidar.

Caso o adenoma seja diagnosticado durante a gestação, o manejo é ainda mais controverso. Se houver indicação de cirurgia, recomenda-se que seja realizada no segundo trimestre da gestação.

6.2. Hemangioma

É a lesão benigna mais comum do fígado, sendo mais comum em mulheres jovens e de meia idade.

Principais sintomas: A grande maioria dos hemangiomas não causam sintomas. Em alguns casos o hemangioma pode crescer e ocasionar uma dor inespecífica.

Complicações possíveis: Em alguns casos raros pode ocorrer a ruptura espontânea, trombose e sangramento. A ruptura tem maior chance de ocorrer em casos de trauma abdominal. Hemangiomas gigantes podem trazer a Síndrome de Kasaback-Merritt,  caracterizada por sangramento e coagulação intravascular disseminada.

Fatores de risco: Os fatores de risco para o desenvolvimento de hemangioma hepático são considerados controversos. A literatura menciona a possibilidade de crescimento durante a gravidez ou por uso de estrogênios.

Risco de virar câncer: Não existe risco de malignização.

Tratamento: A grande maioria não precisa de tratamento específico. Hemangiomas menores do que 5 cm normalmente não precisam de acompanhamento, desde que o diagnóstico seja de certeza. Para hemangiomas maiores do que 5 cm é recomendado o acompanhamento para vigilância de crescimento.

É recomendada a intervenção para os casos de hemangiomas com crescimento progressivo; hemangiomas grandes ocasionando sintomas; sangramento. Para essas situações, poderá estar recomendada a embolização do vaso que nutre o hemangioma (procedimento de radiologia intervencionista) ou até mesmo a cirurgia.

6.3. Hiperplasia Nodular Focal (HNF)

É um nódulo benigno do fígado, geralmente associado com alteração da vascularização. Na literatura médica constam duas teorias principais sobre a HNF. A primeira, de que a HNF decorre de uma formação vascular anômala. A segunda, de que seja uma condição herdada geneticamente.

Principais sintomas: A grande maioria não causam sintomas.

Complicações possíveis: São extremamente raras e controversas. Pode ocorrer a ruptura e o sangramento. Segundo a literatura, é difícil caracterizar que uma complicação seja decorrente de hiperplasia nodular focal. Recomenda-se a vigilância durante a gravidez, apesar de não ser fato comprovado o risco de aumento ou sangramento na gestação.

Fatores de risco: Não existem fatores de risco para o desenvolvimento da HNF.

Risco de virar câncer: Não existe risco de malignização.

Tratamento: A grande maioria não precisa de tratamento específico. A cirurgia pode ser necessária em caso de complicações, dúvida diagnóstica, suspeita de neoplasia ou crescimento anormal.

Médico para nódulo no fígado

Mesmo que na maioria dos casos não seja necessário um tratamento específico para os nódulos benignos, é importante realizar o diagnóstico correto, uma avaliação aprofundada e o acompanhamento do jeito correto.

O melhor médico para avaliar um nódulo no fígado é o hepatologista ou o cirurgião do aparelho digestivo. Dessa forma, o paciente será devidamente acompanhado e encaminhado para os exames e procedimentos necessários.

O Dr. Evandro é cirurgião do aparelho digestivo e possui a experiência necessária para cuidar de você!

Para saber mais, consulte com o Dr Evandro.